Textos
TEMPO RETIDO
Ao longo das lentas manhãs
não se faz a canção.
Há um adormecer anestésico
inibindo as frases das matinas.
O silêncio dos sinos badalando
prenuncia um sono profundo.
O poema aguarda um clarão no horizonte tardio.
Otávio Coral
Enviado por Otávio Coral em 16/05/2005