OBSCURO
Fecha-se a cortina do sono.
Abre-se a cortina do sonho.
Acumulam-se horas adormecidas
cinzeladas numa sangria absoluta.
Pelo rubro fluxo contínuo
feito de magma e de cinzas
uma voragem absurda
suga toda a seiva rezidual.
Pelo negro buraco inominado
afundam-se as últimas possibilidades.
Otávio Coral
Enviado por Otávio Coral em 21/09/2009