NOTURNO II
As teclas eternizam Chopin.
Há um hálito morno
solto fremente no ar.
Toques requintados se absorvem,
com a degustação de um tinto.
Os dedos se fazem teia carinhosa
num entrelaçar de silêncios.
A luz vai-se tornando sombra
enquanto os corpos se descobrem...
Otávio Coral
Enviado por Otávio Coral em 02/10/2009