O FINGIDOR
Com a Poesia eu brinco sério
e sempre finjo o irreal.
Invento realidades,
afirmo inverdades.
Amo quem não existe,
Adoro quem não me conhece.
Choro lágrimas passadas
que jamais pingaram.
Rio de dores reais
que tanto me machucam.
Faço da Poesia uma arma
para me defender de mim mesmo.
Otávio Coral
Enviado por Otávio Coral em 17/03/2011