Textos
MOLDE
O sol molda meu corpo
à imagem de uma forma primitiva
coroada pelo vento morno.
A luminosidade do dia ardente
desperta palpitações de asas interiores
causando um despreendimento de mim mesmo.
De repente, sou o próprio vento,
sou a luz, sou o calor, sou o dia.
Despido de mim, sou a pura natureza.
Otávio Coral
Enviado por Otávio Coral em 10/12/2005