OBSERVADOR
O poeta diante do mar
quer entendê-lo melhor,
quer identificar as ondas,
quer sentir as correntezas,
quer saber da cristas elevadas.
Há um momento crítico
em que se faz caos,
a força marinha desfaz-se
em libertação liberada.
Naquele instante o poeta
sabe que suas intenções
são impossíveis.
Ele se vai, calmamente
sabendo que amanhã
de novo lá estará.