OTÁVIO CORAL
Quem será que mora em mim?
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Textos

CANTO PARA QUINTANA

 

Quando canto o tempo,

sou teu aprendiz

lembrando tuas reflexões.

 

Quando volto à infância

sou tua ausência infantil

confessada no papel.

 

Quando me atrevo na morte

sou tão metafísico quanto tua posição

diante da inevitável sina humana.

 

Quando tento um epigrama

sinto-me bem perdido

frente à tua grandeza nesta arte.

 

Puxa!

Como estás presente,

como me ensinas,

como me conduzes

pelo meu caminho de poeta.

 

Até pareces a presença

da sempiterna mulher amada!

 

 

 

 

 

 

 

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Otávio Coral
Enviado por Otávio Coral em 18/09/2025
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