OTÁVIO CORAL
Quem será que mora em mim?
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FRAGMENTOS DE UM PINTOR ANÔNIMO – II

 

 

Vislumbro em meio à névoa fulva, um carrossel de coisas animadas e inanimadas, assim como flores, mãos acenando, os olhos azuis de um gato, pedras, rodas, sinos, todos numa dança caleidoscópica frenética e fascinante.

Consigo neste vislumbre de uma só imagem abrangente, a multiplicação de mil reflexos.

 

**

 

Há uma convergência irreconhecível entre tempo e espaço. Nâo há ser. Não há estar. Tudo pode ou não. A verdade mescla-se à mentira, assim como as cores misturam-se disformes. Magma que penetra, insinuando-se nos recantos profundos. Mas nada é. Talvez, um dia...

 

**

 

Há tanta beleza solta por aí e só os desconcentrados não percebem. E embutida nesta forma bela, uma certa cor, indecifrável, lá se deixa ficar para que os olhares perceptores captem sua luminosidade e passem a conviver com os pequenos detalhes de uma beleza.

 

 

ler pelo site do escritor

imagem: pinterest

Otávio Coral
Enviado por Otávio Coral em 16/10/2026
Alterado em 16/10/2026
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